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Pequeno Grupo – 22 a 28 de Janeiro de 2012


UMA IGREJA BEM PREPARADA CAUSA MAIS IMPACTO 



PONTOS A PONDERAR 

  • A igreja cristã herdou da sinagoga a sua liturgia, centrada no ensino das Escrituras. O ministério de ensino era a razão de ser das sinagogas, tanto que Paulo ia às sinagogas para ensinar (Atos 13.14, 14.1, 17.1, 18.4, entre outros). 

  • Ensinar é ação vital no cumprimento da missão da igreja. Mas, que ensino é esse e como deve ser vivenciado? Na igreja, diferentemente do ambiente secular, o ensino deve ser uma realidade ministerial. 

  • O ex-presidente FHC, em entrevista à revista Veja, nas páginas amarelas, declarou que ele, como professor, apenas dava aulas. Não se importava com a vida do aluno fora da classe. Isto era problema do aluno. Um professor secular pode pensar e agir assim. Um mestre na igreja do Senhor é diferente, justamente por exercer o ensino como ministério. 

  • A Grande Comissão (Mateus 28.19-20) tem como conteúdo o ensino. Romanos 12.7 trata do dom de ensino. Paulo, em Efésios 4.11-16, orientou a igreja que para a sua maturidade o ensino cristão era essencial. Noutras palavras, não teremos igrejas preparadas para impactar a outros sem um ensino consistente. Encher templos com programas e festas especiais é fácil, mas não é suficiente para formar num servo o caráter de Cristo. 

PARA REFLETIR 

  • Igreja não é comunidade de passagem, à semelhança das estações rodoviárias. Igreja é família espiritual, comunidade de fé, com laços firmados e relacionamentos estáveis. 

  • O ministério de ensino na igreja não é para formar crentes dependentes, manipulados, e sim crentes maduros, que saibam viver e testemunhar a fé em Cristo, principalmente sem a presença do mestre. 

  • É por isso que a nossa igreja valoriza o ensino cristão, através da Escola Bíblica Dominical, dos Pequenos Grupos, do púlpito etc. Temos por alvo ser uma igreja impactante, mas estamos conscientes que de esse impacto será cada vez mais forte e permanente à medida que cada membro estiver bem preparado.

Pequeno Grupo – 08 a 14 de Janeiro de 2012

CRISTO, FUNDAMENTO DA IGREJA





PONTOS A PONDERAR


* Uma igreja impactante é aquela fundamentada em Cristo. O registro bíblico já disciplina que “ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Coríntios 3.11).
* Isso quer dizer que fora de Cristo a igreja pode até fazer barulho, mas não causará impacto. Outro fundamento deixará a igreja vulnerável e fará dela um ajuntamento qualquer. Só Cristo é tema inabalável.
* O Hinário Para o Culto Cristão (HCC) trouxe para o canto congregacional o belíssimo hino “Da Igreja o Fundamento” (504). A letra, escrita em 1866, por Samuel John Stone, somada à melodia de Samuel Wesley, sintetizou muito bem essa verdade bíblica: “Da igreja o fundamento é Cristo, o Salvador, em seu poder descansa, é forte em seu amor. Pois nele alicerçada segura e firme está e sobre a Rocha eterna jamais se abalará”.
* Interessante que o Rev. Stone escreveu esse hino porque sentiu que as suas ovelhas repetiam o Credo Apostólico (resumo dos ensinos do Novo Testamento) sem realmente sentirem o sentido das palavras. Baseado no artigo 9 do Credo, que diz “Cristo é a cabeça do corpo da igreja”, o pastor ensinou à sua comunidade o valor da igreja, que vai muito além de palavras humanas, porque fora fundada pela Palavra divina. 






PARA REFLETIR



* Como corpo vivo e influente de Cristo, nós, Primeira Igreja Batista em Cabo Frio, temos o dever de impactar as pessoas. Não as impactaremos apenas no discurso. De “blá, blá, blá” todos nós já estamos fartos. Não “cai bem” a falação religiosa vazia de sentido.
* Somando fileiras à linha de raciocínio de Stone, impactaremos quando, fundamentados exclusivamente em Cristo, deixarmos de tão somente repetir as nossas preciosas crenças e passarmos a vivê-las.

Pequeno Grupo – 01 a 07 de Janeiro de 2012

UMA IGREJA IMPACTANTE

PONTOS A PONDERAR
  • A visão de Jesus para sua igreja é que ele seja impactante no mundo. Trata-se de uma determinação do Senhor Jesus, que diz “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8), o que foi muito bem assimilado por muitos irmãos da igreja primitiva que impactaram sua época, conforme registrado em Atos 17.6: “E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui”.
  • Na visão de Jesus, a carência espiritual do mundo é o campo de ação da igreja. O mundo precisa ouvir e ver na igreja a possibilidade pessoal de mudança, mesmo que a frouxidão da moral e da ética (aliás, onde estão a moral e a ética nesse país?) do Estado e das Instituições, em geral, provoque desânimo pela exacerbada desfaçatez das lideranças corruptas e mentirosas comprometidas com o pecado (para alguns, simplesmente, praticantes de “malfeitos”).
  • Satanás é tão astuto na condução do pecado, a ponto da Sociedade, em geral, manifestar sua revolta contra os “malfeitos” dos Três Poderes da República, sem ter a percepção de que essa prática é reflexo do que já está implantado na cultura do povo (em geral) que corrompe e se deixa corromper nas questões menores, mas não de menor valor moral e espiritual (alguém desconhece?).
PARA REFLETIR
  • O Brasil de nossos dias projeta um filme semelhante ao assistido pelo profeta Habacuque (1.2-4) há 2600 anos, que o levou a argumentar: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida”.
  • Só a igreja de Cristo tem o poder e a autoridade concedidos por Jesus para mostrar ao Brasil que dá para viver sem os “malfeitos”, desde que Jesus Cristo seja a referência para a norma de conduta ética e moral de todos.
  • A igreja precisa impactar mais no ano de 2012 do que impactou no ano de 2011. Necessita estar no campo de batalha submissa a Deus, confiante no poder do Espírito Santo, corajosa e ousadamente proclamando, pelo testemunho vivo e eficaz, que só há esperança em Cristo Jesus.
  • Lembre-se de que você é a igreja que Deus tem para impactar o mundo de seus dias. Ore muito por isso e renove seus votos de fidelidade e dedicação à obra missionária neste novo ano que se inicia.

Pequeno Grupo – 18 a 24 de Dezembro de 2011

CRISTO É RELEVANTE... E A IGREJA TAMBÉM

PONTOS A PONDERAR 

* A igreja é relevante porque ela nada faz senão por Cristo. A remissão dos pecados (isto é, a salvação) é uma obra de Cristo. O dom do Espírito Santo é o cumprimento de uma promessa de Cristo. O batismo é o símbolo da obediência do cristão a Cristo. A igreja não pode se esquecer de onde veio (de Cristo) nem para onde vai (para Cristo). Está na igreja quem foi chamado por Deus por meio de Cristo e respondeu afirmativamente ao Seu convite, sim, porque Ele chama a todos, mas são poucos os que dizem “sim”.
* A igreja não pode esquecer a sua origem sobrenatural, porque foi fundada sobre a fé em Cristo. Ela pode e deve usar métodos próprios de sua época, mas a época e seus métodos passarão e ela ficará. A igreja é tão sobrenatural que o Espírito Santo a equipa com dons para a sua edificação espiritual. Esses dons são para serem usados nos vários ministérios que o próprio Espírito inspira. Os dons são muitos e mais amplos ainda os ministérios possíveis. Por isto, o mínimo que um cristão deve fazer é se comprometer a participar prazerosamente de, pelo menos, um ministério na sua igreja. 

PARA REFLETIR 

* O reconhecimento e a aplicação dos dons concorrem para o crescimento da igreja. Um cristão que reconhece seus dons e os aplica crescerá, pois encontrará propósito na vida. Noutras palavras, a igreja será relevante para um cristão na medida em que esse cristão for relevante para ela.
* Cristo é relevante, isso é óbvio. Mas a igreja, fundada e mantida por Ele, também é. Nada se compara com a igreja. Qualquer outra instituição, por mais bem intencionada que seja e por mais que promova o bem comum, está (e sempre estará) abaixo da igreja: a santa noiva do Cordeiro, que é o próprio Cristo.

Pequeno Grupo – 11 a 17 de Dezembro de 2011

REFLEXÕES SOBRE O “DIA DA BÍBLIA” 




PONTOS A PONDERAR

* UM POUCO DE HISTÓRIA. Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha, pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

* A palavra Bíblia significa “livros” (do original em grego, língua em que foi escrito o Novo Testamento). O plural justifica-se, já que a Bíblia não é um livro somente, mas uma biblioteca composta de 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo. Nesses 66 livros, notamos a atuação (inspirada por Deus) de 40 pessoas de diversas vocações. O trabalho de todos levou uns 1.600 anos – desde 1.500 antes de Jesus Cristo, quando Moisés começou a escrever (Êxodo 17.14), até 97 d.C., quando o apóstolo João escreveu na Ásia Menor. Mesmo diante de tantos escritores, há na Bíblia um só plano, que de fato mostra que havia um só autor divino, guiando os humanos.





PARA REFLETIR

* Mesmo sendo a Bíblia um livro essencial à vida cristã, não a adoramos nem idolatramos, pois só o seu Autor é digno de adoração. É importante frisar isso, porque há pessoas (bem intencionadas, creio, mas mal informadas) que acham que deixando a Bíblia aberta em determinado lugar da casa ficarão livres de males. A Bíblia, enquanto livro, não resolve o problema de ninguém. Jesus deixou claro que a sua Palavra faz diferença para aquele que ouve e pratica (Mateus 7.24).

* A forma mais coerente de demonstrar ao Senhor que amamos a sua Palavra é assumir o compromisso de leitura diária e aplicação à vida.

* Como está o seu relacionamento com a Palavra de Deus?

Pequeno Grupo – 04 a 10 de Dezembro de 2011


UMA IGREJA RELEVANTE PORQUE CRISTO É RELEVANTE




PONTOS A PONDERAR


* A igreja é relevante na medida em que Cristo é relevante para os seus membros. É o que se aprende ao olhar para o exemplo da igreja dos apóstolos (Ler Atos 2.37-47).

* A exclusividade de Cristo como salvador é prova incontestável da sua relevância. Atos 2 convida a todos ao arrependimento (v.38), o primeiro passo para a salvação. Aquela era uma comunidade que tinha uma lembrança vívida da sua salvação por Jesus. Era uma igreja que vivia porque era salva e vivia para salvar.

* É possível se emocionar com a família, se encantar com a escola, se envolver com o trabalho, se alegrar com os amigos, mas só Jesus Cristo salva, permitindo um relacionamento saudável com a família, uma avaliação criteriosa da educação, uma valorização adequada do trabalho e uma vivência madura das amizades.

* Jesus supre as necessidades. A família supre as necessidades, mas pode abandonar. A escola supre as necessidades de aprendizagem, mas não tem nenhum compromisso com o aluno; ele é que tem com ela. O trabalho supre a necessidade de recursos e até mesmo a necessidade de sentir-se útil, mas a relação será sempre de interesses, dele para com o trabalhador e vice-versa. Os amigos suprem as necessidades de sentir-se parte do mundo, tendo apoio, diversão, mas os amigos, que tão bem fazem, são a fonte das principais decepções. Só há uma Pessoa que nunca abandona, por não ter com ninguém uma relação movida a interesses, e esta Pessoa é Jesus Cristo.






PARA REFLETIR


* Uma igreja que se propõe relevante tem de ser composta de pessoas salvas por Jesus, que tenham consciência dessa salvação e que vivam como salvas.

* O Cristo da igreja apostólica é o mesmo da igreja de hoje, como continuará sendo o mesmo para a igreja de amanhã. Em todas as épocas, se acontecer de uma igreja se afastar de Cristo, sua relevância só será recuperada quando do seu retorno à proximidade com o Ressuscitado. Fora de Cristo não há salvação, nem relevância.

Pequeno Grupo – 27 de Novembro a 03 de Dezembro de 2011


O EXERCÍCIO DOS DONS



“Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.” 
(1 Coríntios 12.31)




PONTOS A PONDERAR



  • Na igreja, observa-se que as pessoas, em geral, manifestam o desejo de serem úteis (prática dos dons espirituais), razão porque há sempre um bom contingente disposto a produzir alguma coisa.
  • É muito agradável ouvir “pastor, você sabe que pode contar comigo para o que der e vier” ou “o que faço é para Deus e com muito prazer”. Aliás, não são poucos os que assim se manifestam.
  • Ao se fazer uma análise desse tipo de comportamento, deduz-se que só pode ser obra do Espírito Santo a “motivação” para servir com tanta alegria e com tanta excelência.
  • Deus nos ensina que “os dons espirituais são concedidos pelo Espírito Santo para o que for útil” (1 Coríntios 12.7) e que “ao desejá-los devemos abundar neles, para edificação da igreja” (1 Coríntios 14.12).

PARA REFLETIR



  • Quem deseja “se auto avaliar” para verificar se os seus dons espirituais estão enquadrados nos propósitos de Deus (para o que seja útil na edificação da igreja), recomenda-se responder as três perguntas abaixo. Se as respostas forem afirmativas (sim), não há o que mudar, mas, se, apenas, uma delas for negativa (não), com certeza é necessário repensar o exercício da fé cristã. Saiba que se as três respostas forem negativas, significa que “o serviço está horroroso” e já passou em muito o momento de recomeçar.



  1. O que faço (serviço) na igreja é feito com alegria?
  2. O que faço (serviço) na igreja tem resultado positivo?
  3. O que faço (serviço) na igreja tem o reconhecimento (boa aceitação) da própria igreja?






A igreja conta com seu esmero no exercício dos dons espirituais, como consequência de sua obediência e fidelidade a Deus, numa inequívoca demonstração de seu amor para com o Criador e Senhor de sua vida.

Pequeno Grupo – 20 a 26 de Novembro de 2011

O PRIVILÉGIO DE SERVIR


“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5.13)



PONTOS A PONDERAR

·         Este é um privilégio que envolve duplo benefício, ou pelo menos deve ser assim, tanto para os que servem, como para os que são servidos. Fora do meio cristão, o ato de servir é tido como algo reservado para os “inferiores”, e os “superiores” são aqueles que são servidos. Nos dias de Jesus, já era esse o pensamento geral. Tanto era assim, que Ele mesmo precisou explicar para os discípulos, que embora Ele fosse Senhor “não veio para ser servido, mas para servir” (Mateus 20.28). Pedro resistiu a esta ideia e precisou ser convencido por Jesus para permitir que Ele lhe lavasse os pés (João 13.8-9).

·         Jesus ensinou com palavras e atitudes que no ambiente cristão servir é um dos privilégios mais elevados. Servir a Deus, à igreja e às pessoas é um dever e privilégio conferido a todos os crentes.



PARA REFLETIR

·         A igreja, no exercício do serviço cristão, atualiza as palavras e as atitudes de Jesus, vivenciando-as como missão, como alvo permanente. É a busca incessante para cumprir na terra os desígnios do céu, assimilando e praticando as palavras de Cristo em relação à sua igreja: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus 16.19).

·         É um erro interpretar o verso acima na perspectiva de poder terreno, revivendo tempos de inquisição. A igreja não tem procuração divina para executar o julgamento divino. Uma interpretação coerente levará o cristão ao entendimento de que as ações da igreja são confirmadas no céu, quando esta cumpre fielmente a vontade de Deus.


·         Nesta consciência, servir sempre será um privilégio, pois significará participação ativa no agir de Deus entre a humanidade e em favor dela. É ideal cristão o “servir uns aos outros” com o coração desprovido de privilégios terrenos. A motivação correta e singular sempre será o amor. Qualquer serviço sem amor, mesmo que “em nome de Deus”, será irrelevante na dinâmica do Reino dos céus.

Pequeno Grupo – 13 a 19 de Novembro de 2011

UMA IGREJA QUE SERVE A DEUS E AO PRÓXIMO

PONTOS A PONDERAR


A Bíblia afirma que “há diversidade de dons e de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (1 Coríntios 12.4-5). Isso quer dizer que cada um de nós recebeu do Espírito Santo pelo menos um dom espiritual para ser usado a serviço de Deus e do próximo, a fim de produzir o crescimento da igreja.


Cada membro da igreja tem um ministério e deve exercê-lo com a finalidade da glória de Deus e da edificação do corpo de Cristo. Ninguém recebe um dom para a sua própria exaltação. Dom é sempre para servir, porque ministério é serviço cristão.


É dito que “quem não vive para servir, não serve para viver”. Essa ideia é bem aplicada no entendimento do serviço cristão. Ouvi a história do saudoso Pr. Waldir Rocha, que sempre perguntava àqueles que queriam se tornar membros da igreja que ele pastoreava: “o irmão veio para trabalhar ou para dar trabalho?”


O maior exemplo de serviço vem de Jesus Cristo, pois “o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10.45).




PARA REFLETIR


Não há opção. Para o verdadeiro cristão é servir ou servir. A marca da conversão é a presença do Espírito Santo. E, sendo esse mesmo Espírito o que dota a sua igreja de dons, é injustificável que uma pessoa que teve uma experiência real com Jesus não exerça o seu ministério.


O não exercício do ministério é uma desculpa indesculpável para o cristão. Pode ser até uma sinalização de que a sua “conversão” precisa ser repensada, pois o fato de ser membrado a uma igreja não faz de alguém um salvo por Jesus, assim como alguém que nasce numa garagem não vira carro.


Ser igreja, verdadeiramente, é servir. Paulo falou sobre isso com o jovem Timóteo. E fala conosco hoje, pois a Palavra de Deus é para todos; portanto, no dizer do apóstolo, fica a recomendação bíblica: “desperte o dom que há em ti” (2 Timóteo 1.6).

Pequeno Grupo – 06 a 13 de Novembro de 2011

O SERVIÇO CRISTÃO

Sl. 24:1 “do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” 

PONTOS A PONDERAR:

  • Deus criou todas as coisas. Portanto, todas as coisas pertencem ao Senhor 
Gên.1. “No princípio criou Deus os céus e a terra.” 
Col. 1:16 "Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele." 
  • Deus é o único dono por direito de criação. Ao homem compete o privilégio de desfrutar e a obrigação de conservar (Ler Gên. 1.26-28) .
  • O Senhor é o proprietário, mas não detém a posse de todas as criaturas. Há uma batalha espiritual diária que comprova isso: Luz X trevas/ Amor X ódio; Bem X mal; Liberdade X escravidão.  
  • Pergunta-se: por que há tantos na igreja sobre os quais Deus não detém a posse total de suas vidas e bens? 
  • Resposta bíblica: Pela fidelidade do servo, distingue-se quem tem a posse (controle) e com que intensidade sobre a vida e os bens (Ler Mt. 25.14-30)
            a) A vida, por seus sentimentos, pensamentos e atitudes (ler Gal. 5: 22, 23) .
            b) Os bens, por sua aplicação (Ler Mt. 6.33; Mal. 3.10).

PARA REFLETIR:  

  • Deus é o dono de todas as coisas. Você está na posse de sua vida e de seus bens, mas se Deus tem a posse sobre você, também a terá sobre sua vida e seus bens. 
  • O quão longe ou quão perto você estiver de Deus é que vai determinar se sua vida e seus bens estão no controle do Senhor.

Pequeno Grupo – 30 de Outubro a 05 de Novembro de 2011

ADORAÇÃO A DEUS E CONTEMPLAÇÃO DA NATUREZA



“Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto.” (Mateus 4.10)




PONTOS A PONDERAR



  •  Uma onda neo-panteísta tem procurado encontrar lugar na celebração das Igrejas (culto comunitário). O panteísmo prega que o universo (natureza) e Deus são idênticos, logo, não se acredita no Deus Criador. Para os panteístas, o relacionamento com a natureza é a melhor maneira de interpretar (e encontrar) Deus. Essa visão fere frontalmente o que a Bíblia diz, por isso é classificada como herética.




  • O perigo do panteísmo no culto da comunidade de fé é o individualismo que vem com ele. Perde-se a ênfase no ajuntamento solene e passa-se a valorizar a expressão solitária diante da criação. Para quê ir ao templo, se você pode acordar bem cedo e meditar diante do nascer do sol? São propostas dessa maléfica e infundada doutrina.




  •  Isso é perigoso demais, porque desmerece a reunião do povo de Deus e exalta a “adoração pessoal”. O coletivo dá lugar ao indivíduo, valendo apenas o que a pessoa faz e como ela se sente, com isso, a Igreja não é relevante. É a “privatização da adoração”. Templo passa a ser sinônimo de “lugar chato”. Isso é sutil, mas faz um estrago imenso!




  •  E tem mais perigo: adoração passa a ser contemplação da natureza, e não adoração a um Deus pessoal, com a família de Deus. Cultuar a Deus torna-se admiração, êxtase, gestual, não reflexão que leva à ação. A ética é omitida. Deus é mais o Criador que o Redentor. É mais a Força que o Santo. Adoração é contemplar a criação, e não se render diante do Redentor. Por isso, a igreja evangélica no Brasil, que enfatiza tanto o êxtase e o ruído, tem problemas sérios com ética e caráter

.


  •  Um último perigo: Igreja é irrelevante. Adora-se a Deus na contemplação do universo, ao invés de ouvir a Palavra. São valorizados os sentimentos e não o culto comunitário. Por isso, de vez em quando, se ouve: “não preciso da Igreja para seguir a Jesus”. De onde se tirou tal insensatez? Esta declaração já mostra que não está seguindo a Cristo, mas sua ideia própria. Jesus amou, fundou a Igreja e nos inseriu nela.





PARA REFLETIR



  • Culto comunitário é a reunião do povo de Deus e não a contemplação da natureza. A salvação é individual, mas não individualista. Que se dê mais foco ao Criador e menos foco à criação. Mais foco no ambiente interno – a comunhão dos santos – e menos no ambiente externo e na pessoa.

Pequeno Grupo – 23 a 29 de Outubro de 2011

CULTO OU SHOW? 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12.1) 

PONTOS A PONDERAR 


  • Causa tristeza perceber que nas igrejas há excesso de artistas e escassez de santos. Não é um desprestígio à arte, absolutamente. É um lamento pela consciência cada vez menor de que a experiência de adoração coletiva não é um palco de lançamento de estrelas, mas, um momento singular de devoção ao Criador. 


  • Infelizmente, antes mesmo de falar sobre culto, tem sido necessário falar sobre o que não é culto. Culto, definitivamente, não é show. 


  • Como diz Denise Frederico, respeitada autora na área da liturgia, “o culto cristão não é um show, como se vê na televisão, com um apresentador famoso lá na frente, tentando ganhar pontos no Ibope para a sua emissora. Não é uma performance, com atrações variadas, apresentações pessoais e coletivas para abrilhantar e fazer a platéia sair satisfeita por ter usado bem seu tempo e seu dinheiro”. 


  • A pluralidade deste tempo tem dominado as mentes. As pessoas estão sendo “engolidas” pela febre do imediato, do descartável e do clientelismo. Essa visão de mercado, se não houver cuidado, acaba chegando aos membros da igreja. São aquelas pessoas que se acham no direito de serem clientes dos cultos das suas igrejas, para usufruir bons produtos “sacros”. 


  • O pior de tudo é quando a liderança acredita e transforma o culto em show. Esquece-se de que o agradado deve ser o Senhor e passa-se a agradar os “clientes”. Aí acaba valendo tudo e, por conseguinte, “não tem nada a ver”. Que desastre! 


PARA REFLETIR 


  • Enquanto existirem líderes sérios, comprometidos com a Palavra, que entendam a necessidade de contextualização, mas, que tenham consciência de que o culto não é para fazer cócegas no ego de ninguém, não é para lançar estrelas, nem mesmo para fazer o povo flutuar em delírios insondáveis, há esperança. 


  • Culto é para celebrar, exclusivamente, os feitos de Deus. Culto é oportunidade singular para que pecadores arrependidos se lancem aos pés de Jesus Cristo e supliquem misericórdia. Culto é para reconhecimento de que a mão divina tem conduzido a história. Culto é sacrifício, fruto de mentes pensantes e de pés no chão. Culto é um encontro sempre novo do povo com o seu Deus e de Deus com o seu povo.


 

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