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UMA IGREJA BEM PREPARADA CAUSA MAIS IMPACTO


A igreja cristã herdou da sinagoga a sua liturgia, centrada no ensino das Escrituras. O ministério de ensino era a razão de ser das sinagogas, tanto que Paulo ia às sinagogas para ensinar (Atos 13.14, 14.1, 17.1, 18.4, entre outros).


Ensinar é ação vital no cumprimento da missão da igreja. Mas, que ensino é esse e como deve ser vivenciado? Na igreja, diferentemente do ambiente secular, o ensino deve ser uma realidade ministerial.

O ex-presidente FHC, em entrevista à revista Veja, nas páginas amarelas, declarou que ele, como professor, apenas dava aulas. Não se importava com a vida do aluno fora da classe. Isto era problema do aluno. Um professor secular pode pensar e agir assim. Um mestre na igreja do Senhor é diferente, justamente por exercer o ensino como ministério.


A Grande Comissão (Mateus 28.19-20) tem como conteúdo o ensino. Romanos 12.7 trata do dom de ensino. Paulo, em Efésios 4.11-16, orientou a igreja que para a sua maturidade o ensino cristão era essencial. Noutras palavras, não teremos igrejas preparadas para impactar a outros sem um ensino consistente. Encher templos com programas e festas especiais é fácil, mas não é suficiente para formar num servo o caráter de Cristo.


Igreja não é comunidade de passagem, à semelhança das estações rodoviárias. Igreja é família espiritual, comunidade de fé, com laços firmados e relacionamentos estáveis.


O ministério de ensino na igreja não é para formar crentes dependentes, manipulados, e sim crentes maduros, que saibam viver e testemunhar a fé em Cristo, principalmente sem a presença do mestre.


É por isso que a nossa igreja valoriza o ensino cristão, através da Escola Bíblica Dominical, dos Pequenos Grupos, do púlpito etc. Temos por alvo ser uma igreja impactante, mas estamos conscientes que de esse impacto será cada vez mais forte e permanente à medida que cada membro estiver bem preparado.


Elildes Junio Macharete Fonseca

CRISTO, FUNDAMENTO DA IGREJA

Uma igreja impactante é aquela fundamentada em Cristo. O registro bíblico já disciplina que “ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Coríntios 3.11). 

Isso quer dizer que fora de Cristo a igreja pode até fazer barulho, mas não causará impacto. Outro fundamento deixará a igreja vulnerável e fará dela um ajuntamento qualquer. Só Cristo é tema inabalável. 

O Hinário Para o Culto Cristão (HCC) trouxe para o canto congregacional o belíssimo hino “Da Igreja o Fundamento” (504). A letra, escrita em 1866, por Samuel John Stone, somada à melodia de Samuel Wesley, sintetizou muito bem essa verdade bíblica: “Da igreja o fundamento é Cristo, o Salvador, em seu poder descansa, é forte em seu amor. Pois nele alicerçada segura e firme está e sobre a Rocha eterna jamais se abalará”. 

Interessante que o Rev. Stone escreveu esse hino porque sentiu que as suas ovelhas repetiam o Credo Apostólico (resumo dos ensinos do Novo Testamento) sem realmente sentirem o sentido das palavras. Baseado no artigo 9 do Credo, que diz “Cristo é a cabeça do corpo da igreja”, o pastor ensinou à sua comunidade o valor da igreja, que vai muito além de palavras humanas, porque fora fundada pela Palavra divina. 

Como corpo vivo e influente de Cristo, nós, Primeira Igreja Batista em Cabo Frio, temos o dever de impactar as pessoas. Não as impactaremos apenas no discurso. De “blá, blá, blá” todos nós já estamos fartos. Não “cai bem” a falação religiosa vazia de sentido. 

Somando fileiras à linha de raciocínio de Stone, impactaremos quando, fundamentados exclusivamente em Cristo, deixarmos de tão somente repetir as nossas preciosas crenças e passarmos a vivê-las.



Elildes Junio Macharete Fonseca

UMA IGREJA IMPACTANTE

A visão de Jesus para sua igreja é que ele seja impactante no mundo. Trata-se de uma determinação do Senhor Jesus, que diz “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8), o que foi muito bem assimilado por muitos irmãos da igreja primitiva que impactaram sua época, conforme registrado em Atos 17.6: “E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui”.
Na visão de Jesus, a carência espiritual do mundo é o campo de ação da igreja. O mundo precisa ouvir e ver na igreja a possibilidade pessoal de mudança, mesmo que a frouxidão da moral e da ética (aliás, onde estão a moral e a ética nesse país?) do Estado e das Instituições, em geral, provoque desânimo pela exacerbada desfaçatez das lideranças corruptas e mentirosas comprometidas com o pecado (para alguns, simplesmente, praticantes de “malfeitos”).
Satanás é tão astuto na condução do pecado, a ponto da Sociedade, em geral, manifestar sua revolta contra os “malfeitos” dos Três Poderes da República, sem ter a percepção de que essa prática é reflexo do que já está implantado na cultura do povo (em geral) que corrompe e se deixa corromper nas questões menores, mas não de menor valor moral e espiritual (alguém desconhece?).
O Brasil de nossos dias projeta um filme semelhante ao assistido pelo profeta Habacuque (1.2-4) há 2600 anos, que o levou a argumentar: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida”.
Só a igreja de Cristo tem o poder e a autoridade concedidos por Jesus para mostrar ao Brasil que dá para viver sem os “malfeitos”, desde que Jesus Cristo seja a referência para a norma de conduta ética e moral de todos.
A igreja precisa impactar mais no ano de 2012 do que impactou no ano de 2011. Necessita estar no campo de batalha submissa a Deus, confiante no poder do Espírito Santo, corajosa e ousadamente proclamando, pelo testemunho vivo e eficaz, que só há esperança em Cristo Jesus.
Lembre-se de que você é a igreja que Deus tem para impactar o mundo de seus dias. Ore muito por isso e renove seus votos de fidelidade e dedicação à obra missionária neste novo ano que se inicia.
Pr. Roberto da Silva Carvalho

CRISTO É RELEVANTE... E A IGREJA TAMBÉM


A igreja é relevante porque ela nada faz senão por Cristo. A remissão dos pecados (isto é, a salvação) é uma obra de Cristo. O dom do Espírito Santo é o cumprimento de uma promessa de Cristo. O batismo é o símbolo da obediência do cristão a Cristo. A igreja não pode se esquecer de onde veio (de Cristo) nem para onde vai (para Cristo). Está na igreja quem foi chamado por Deus por meio de Cristo e respondeu afirmativamente ao Seu convite, sim, porque Ele chama a todos, mas são poucos os que dizem “sim”.

A igreja não pode esquecer a sua origem sobrenatural, porque foi fundada sobre a fé em Cristo. Ela pode e deve usar métodos próprios de sua época, mas a época e seus métodos passarão e ela ficará. A igreja é tão sobrenatural que o Espírito Santo a equipa com dons para a sua edificação espiritual. Esses dons são para serem usados nos vários ministérios que o próprio Espírito inspira. Os dons são muitos e mais amplos ainda os ministérios possíveis. Por isto, o mínimo que um cristão deve fazer é se comprometer a participar prazerosamente de, pelo menos, um ministério na sua igreja. 

O reconhecimento e a aplicação dos dons concorrem para o crescimento da igreja. Um cristão que reconhece seus dons e os aplica crescerá, pois encontrará propósito na vida. Noutras palavras, a igreja será relevante para um cristão na medida em que esse cristão for relevante para ela. 

Cristo é relevante, isso é óbvio. Mas a igreja, fundada e mantida por Ele, também é. Nada se compara com a igreja. Qualquer outra instituição, por mais bem intencionada que seja e por mais que promova o bem comum, está (e sempre estará) abaixo da igreja: a santa noiva do Cordeiro, que é o próprio Cristo.

Elildes Junio Macharete Fonseca

O EXERCÍCIO DOS DONS


Na igreja, observa-se que as pessoas, em geral, manifestam o desejo de serem úteis (prática dos dons espirituais), razão porque há sempre um bom contingente disposto a produzir alguma coisa.


É muito agradável ouvir “pastor, você sabe que pode contar comigo para o que der e vier” ou “o que faço é para Deus e com muito prazer”. Aliás, não são poucos os que assim se manifestam.


Ao se fazer uma análise desse tipo de comportamento, deduz-se que só pode ser obra do Espírito Santo a “motivação” para servir com tanta alegria e com tanta excelência.


Deus nos ensina que “os dons espirituais são concedidos pelo Espírito Santo para o que for útil” (1 Coríntios 12:7) e que “ao desejá-los devemos abundar neles, para edificação da igreja” (1 Coríntios 14:12).


Quem deseja “se auto avaliar” para verificar se os seus dons espirituais estão enquadrados nos propósitos de Deus (para o que seja útil na edificação da igreja), recomenda-se responder as três perguntas abaixo. Se as respostas forem afirmativas (sim), não há o que mudar, mas, se, apenas, uma delas for negativa (não), com certeza é necessário repensar o exercício da fé cristã. Saiba que se as três respostas forem negativas, significa que “o serviço está horroroso” e já passou em muito o momento de recomeçar.


1. O que faço (serviço) na igreja é feito com alegria?
2. O que faço (serviço) na igreja tem resultado positivo?
3. O que faço (serviço) na igreja tem o reconhecimento (boa aceitação) da própria igreja?


A igreja conta com seu esmero no exercício dos dons espirituais, como consequência de sua obediência e fidelidade a Deus, numa inequívoca demonstração de seu amor para com o Criador e Senhor de sua vida.


“Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente” (1 Coríntios 12:31).

Pr. Roberto da Silva Carvalho

O PRIVILÉGIO DE SERVIR

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5.13)

   Este é um privilégio que envolve duplo benefício, ou pelo menos deve ser assim, tanto para os que servem, como para os que são servidos. Fora do meio cristão, o ato de servir é tido como algo reservado para os “inferiores”, e os “superiores” são aqueles que são servidos. Nos dias de Jesus, já era esse o pensamento geral. Tanto era assim, que Ele mesmo precisou explicar para os discípulos, que embora Ele fosse Senhor “não veio para ser servido, mas para servir” (Mateus 20.28). Pedro resistiu a esta ideia e precisou ser convencido por Jesus para permitir que Ele lhe lavasse os pés (João 13.8-9).

   Jesus ensinou com palavras e atitudes que no ambiente cristão servir é um dos privilégios mais elevados. Servir a Deus, à igreja e às pessoas é um dever e privilégio conferido a todos os crentes.

   A igreja, no exercício do serviço cristão, atualiza as palavras e as atitudes de Jesus, vivenciando-as como missão, como alvo permanente. É a busca incessante para cumprir na terra os desígnios do céu, assimilando e praticando as palavras de Cristo em relação à sua igreja: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus 16.19).
  
   É um erro interpretar o verso acima na perspectiva de poder terreno, revivendo tempos de inquisição. A igreja não tem procuração divina para executar o julgamento divino. Uma interpretação coerente levará o cristão ao entendimento de que as ações da igreja são confirmadas no céu, quando esta cumpre fielmente a vontade de Deus.

   Nesta consciência, servir sempre será um privilégio, pois significará participação ativa no agir de Deus entre a humanidade e em favor dela. É ideal cristão o “servir uns aos outros” com o coração desprovido de privilégios terrenos. A motivação correta e singular sempre será o amor. Qualquer serviço sem amor, mesmo que “em nome de Deus”, será irrelevante na dinâmica do Reino dos céus.

Elildes Junio Macharete Fonseca

UMA IGREJA QUE SERVE A DEUS E AO PRÓXIMO

A Bíblia afirma que “há diversidade de dons e de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (1 Coríntios 12.4-5). Isso quer dizer que cada um de nós recebeu do Espírito Santo pelo menos um dom espiritual para ser usado a serviço de Deus e do próximo, a fim de produzir o crescimento da igreja.


Cada membro da igreja tem um ministério e deve exercê-lo com a finalidade da glória de Deus e da edificação do corpo de Cristo. Ninguém recebe um dom para a sua própria exaltação. Dom é sempre para servir, porque ministério é serviço cristão.


É dito que “quem não vive para servir, não serve para viver”. Essa ideia é bem aplicada no entendimento do serviço cristão. Ouvi a história do saudoso Pr. Waldir Rocha, que sempre perguntava àqueles que queriam se tornar membros da igreja que ele pastoreava: “o irmão veio para trabalhar ou para dar trabalho?”


O maior exemplo de serviço vem de Jesus Cristo, pois “o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10.45).


Não há opção. Para o verdadeiro cristão é servir ou servir. A marca da conversão é a presença do Espírito Santo. E, sendo esse mesmo Espírito o que dota a sua igreja de dons, é injustificável que uma pessoa que teve uma experiência real com Jesus não exerça o seu ministério.


O não exercício do ministério é uma desculpa indesculpável para o cristão. Pode ser até uma sinalização de que a sua “conversão” precisa ser repensada, pois o fato de ser membrado a uma igreja não faz de alguém um salvo por Jesus, assim como alguém que nasce numa garagem não vira carro.


Ser igreja, verdadeiramente, é servir. Paulo falou sobre isso com o jovem Timóteo. E fala conosco hoje, pois a Palavra de Deus é para todos; portanto, no dizer do apóstolo, fica a recomendação bíblica: “desperte o dom que há em ti” (2 Timóteo 1.6).

Elildes Junio Macharete Fonseca

CUMPRA OS MANDAMENTOS!




No Livro de Êxodo (20.1-17) Deus expõe sua Lei Moral e faz dela a regra disciplinadora da nossa relação com os “céus” e com a “terra”.
 



Jesus destaca os mandamentos como fundamento para a existência da igreja e dispõe o amor como o combustível propulsor que coloca o homem na órbita de Deus – onde os desígnios do Senhor se cumprem incondicionalmente –: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” (João 14.21), e no círculo adequado da saudável convivência que contagia, influencia e serve às pessoas em todos os níveis de relacionamento. João registrou esse entendimento “batendo o martelo” de Deus: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3.18). 


A verdadeira adoração implica em íntima e perfeita relação entre o adorador e Deus e promove o processo de santificação tão necessário e desejado pelos filhos de Deus. É, na verdade, a busca incessante da parte de Deus, bem orientada por Jesus: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:23-24). 


Você que se propõe a ser um adorador, ame a Deus sobre todas as coisas (todas mesmo, inclusive bens e propósitos de vida, conforme Êx. 20.1-8) e ame ao próximo como a você mesmo (de verdade, mais do que palavras, em consonância com Êx. 20.12-17), não querendo para ele o que não quer para si e desejando para ele o que deseja para si.

CUMPRA OS MANDAMENTOS!


Pr. Roberto da Silva Carvalho

ADORAÇÃO A DEUS E CONTEMPLAÇÃO DA NATUREZA

Fui positivamente provocado ao ler um belíssimo texto do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho. A partir dele, firmei algumas conclusões, aplicando-as à nossa temática mensal: “uma igreja relevante na adoração”.



Uma onda neo-panteísta tem procurado encontrar lugar na celebração das Igrejas (culto comunitário). O panteísmo prega que o universo (natureza) e Deus são idênticos, logo, não se acredita no Deus Criador. Para os panteístas, o relacionamento com a natureza é a melhor maneira de interpretar (e encontrar) Deus. Essa visão fere frontalmente o que a Bíblia diz, por isso é classificada como herética
.
O perigo do panteísmo no culto da comunidade de fé é o individualismo que vem com ele. Perde-se a ênfase no ajuntamento solene e passa-se a valorizar a expressão solitária diante da criação. Para quê vir ao templo, se você pode acordar bem cedo e meditar diante do nascer do sol? São propostas dessa maléfica e infundada doutrina.

Isso é perigoso demais, porque desmerece a reunião do povo de Deus e exalta a “adoração pessoal”. O coletivo dá lugar ao indivíduo, valendo apenas o que a pessoa faz e como ela se sente, com isso, a Igreja não é relevante. É a “privatização da adoração”. Templo passa a ser sinônimo de “lugar chato”. Isso é sutil, mas faz um estrago imenso!

E tem mais perigo: adoração passa a ser contemplação da natureza, e não adoração a um Deus pessoal, com a família de Deus. Cultuar a Deus torna-se admiração, êxtase, gestual, não reflexão que leva à ação. A ética é omitida. Deus é mais o Criador que o Redentor. É mais a Força que o Santo. Adoração é contemplar a criação, e não se render diante do Redentor. Por isso, a igreja evangélica no Brasil, que enfatiza tanto o êxtase e o ruído, tem problemas sérios com ética e caráter.

Um último perigo: Igreja é irrelevante. Adora-se a Deus na contemplação do universo, ao invés de ficar cá dentro, ouvindo a Palavra. São valorizados os sentimentos e não o culto comunitário. Por isso, de vez em quando, se ouve: “não preciso da Igreja para seguir a Jesus”. De onde se tirou tal insensatez? Esta declaração já mostra que não está seguindo a Cristo, mas sua ideia própria. Jesus amou, fundou a Igreja e nos inseriu nela. Crentes combatentes da Igreja são vaidosos, cheios de si ou estão em pecado. Ou, ainda, ruins de relacionamento. Não sabem viver em grupo e o atacam.

Culto comunitário é a reunião do povo de Deus e não a contemplação da natureza. A salvação é individual, mas não individualista. Que se dê mais foco ao Criador e menos foco à criação. Mais foco no ambiente interno – a comunhão dos santos – e menos no ambiente externo e na pessoa.


Elildes Junio Macharete Fonseca

Amando Cristo na prática

1. Quando amamos alguém, gostamos de pensar sobre ele.

Não precisamos ser lembrados dele. Não esquecemos o nome dele, sua aparência, seu caráter, suas opiniões, seus gostos, sua posição ou sua ocupação. Ele surge na nossa mente várias vezes durante o dia. Embora talvez muito distante, ele está frequentemente presente em nossos pensamentos. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! Cristo “habita em seu coração”, e se pensa nele mais ou menos todos os dias (Ef. 3.17). O verdadeiro cristão não precisa ser lembrado que tem um Mestre crucificado. Ele sempre pensa nEle. Ele nunca se esquece que Ele tem um dia, um motivo e um povo, e que o Seu povo é único. Afeição é o real segredo de uma boa memória religiosa. Nenhum homem do mundo pode pensar muito sobre Cristo, a menos que Cristo seja compelido a ser o centro do seu foco, porque ele não tem afeição nenhuma por Ele. O verdadeiro cristão pensa sobre Cristo todos os dias de sua vida, pela única e simples razão de que O ama.

2. Quando amamos alguém, gostamos de ouvir sobre ele.


Nós temos prazer em ouvir aqueles que falam dele. Nós nos interessamos sobre qualquer relato que os outros fazem sobre ele. Nós damos toda a atenção quando os outros falam sobre ele, e descrevem seus caminhos, suas falas, suas ações e seus planos. Alguns podem ouvir sobre ele e ficarem indiferentes, mas os nossos corações aceleram ao som do seu nome. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão se deleita ao ouvir sobre seu Mestre. Ele gosta mais dos sermões que estão mais cheios de Cristo. Ele gosta mais daquele grupo em que a maioria das pessoas fala de coisas que são de Cristo. Eu li sobre uma antiga crente galesa que costumava caminhar vários quilômetros todos os domingos para ouvir um pastor inglês, embora ela não entendesse uma palavra em inglês. Perguntaram por que ela fazia isso. Ela respondeu que esse reverendo fala o nome de Cristo tantas vezes em suas pregações que fazia com que ela se sentisse bem. Ela amava simplesmente ouvir o nome do seu Salvador.
O verdadeiro cristão se deleita ao ouvir sobre seu Mestre. Ele gosta mais dos sermões que estão mais cheios de Cristo

3. Quando amamos alguém, nós gostamos de ler sobre ele.


Que prazer imenso há em uma carta de um marido ausente para sua esposa, ou uma carta de um filho ausente para a sua mãe. Outros podem ver noticias de pouco valor na carta. Eles mal se dão ao trabalho de lê-la inteira. Mas aqueles que amam o escritor vêem algo na carta que ninguém mais pode ver. E carregam isso com eles como se fosse um tesouro. Eles lêem várias vezes. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão sente prazer ao ler as Escrituras, porque elas falam para ele sobre seu Salvador amado. Ler não é uma tarefa cansativa para ele. Raramente ele precisa ser lembrado de pegar a sua Bíblia quando vai viajar. Ele não consegue ser feliz sem ela. Qual o porquê de tudo isso? Porque as escrituras testificam sobre Aquele a quem a sua alma ama, Cristo.

4. Quando amamos alguém, gostamos de agradá-lo.


Ficamos contentes em consultar suas vontades e opiniões, agir de acordo com seu conselho e fazer coisas que ele aprova. Nós até mesmo negamos a nós mesmos para satisfazer os seus desejos, nos abstemos de coisas que sabemos que ele não gosta e aprendemos coisas que não estamos naturalmente inclinados porque achamos que isso lhe dará prazer. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro Cristão estuda para agradar a Ele, ao ser santo no corpo e no espírito. Mostre a ele alguma coisa que ele pratica diariamente e que Cristo odeia, e ele deixará de praticá-la. Mostre a ele alguma coisa que Cristo se agrada, e ele a fará depois disso. Ele não murmura dos requerimentos de Cristo como sendo demasiadamente rígidos ou severos, como os filhos do mundo fazem. Para ele, os ordenamentos de Cristo não são dolorosos e o fardo de Cristo é leve. E por que tudo isso? Simplesmente porque ele O ama.

5. Quando amamos alguém, gostamos de seus amigos.

 

Estamos favoravelmente inclinados a eles, mesmo antes de conhecê-los. Somos atraídos a eles pelo laço comum de amor em comum a uma mesma pessoa. Quando os encontramos não sentimos como se fossemos completos estranhos. Há um laço de união entre nós. Eles amam a pessoa que nós amamos, e isso por si só é uma apresentação. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão considera todos os amigos de Cristo como seus amigos, membros do mesmo corpo, filhos da mesma família, soldados do mesmo exército, viajantes em direção ao mesmo lar. Quando ele os conhece, sente como se já os conhecesse há muito tempo. Ele se sente mais em casa com eles em alguns minutos do que com muitas pessoas do mundo depois de anos de intimidade. E qual é o segredo de tudo isso? É simplesmente a afeição pelo mesmo Salvador e o amor ao mesmo Senhor.

6. Quando amamos alguém, somos cuidadosos com seu nome e honra.


Nós não gostamos de ouvir algo contra ele sem poder falar por ele e defendê-lo. Sentimo-nos obrigados a defender seus interesses e a sua reputação. Nós consideramos a pessoa que o trata mal tão desagradável como se tivesse maltratado nós mesmos. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão protege com piedoso ciúme todos os esforços de denegrir a palavra, o nome, a igreja ou o dia do seu Mestre. Ele O confessará diante dos príncipes, se necessário, e será sensível à menor desonra direcionada a Ele. Ele não vai se contentar com a sua paz, e suportar a causa do Mestre ser envergonhada, sem testemunhar contra isso. E por que isso? Simplesmente porque O ama.

7. Quando amamos alguém, nós gostamos de falar com ele.

 

Dizemos a ele todos os nossos pensamentos, e abrimos nosso coração. Não encontramos dificuldade alguma em descobrir assuntos para conversar. Por mais silenciosos e reservados que sejamos com os outros, achamos muito fácil conversar com um amigo muito amado. Independente da frequência com que nos encontramos, nunca ficamos sem assunto para conversar. Sempre temos muito a falar, muito para perguntar, muito a descrever, muito a comunicar. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão não encontra dificuldade em conversar com seu Salvador. Todos os dias ele tem algo para contar a Ele, e não fica feliz enquanto não conta. Conversa com Ele em oração toda manhã e toda noite. Conta para Ele suas vontades e desejos, seus sentimentos e seus medos. Ele lhe pede conselhos nas dificuldades. Ele lhe pede conforto nas adversidades. Ele não consegue evitar. Ele deve conversar com seu Salvador continuamente, ou ele se enfraqueceria pelo caminho. E por que isso? Simplesmente porque ele O ama.

8. Quando amamos alguém, gostamos de estar sempre com ele.


Pensar, ouvir, ler e ocasionalmente conversar tem o seu espaço. Mas quando nós realmente amamos alguém, nós queremos algo mais. Nós ansiamos em estar sempre em sua companhia. Desejamos em estar continuamente em sua presença e manter comunhão com ele sem interrupção ou despedida. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O coração do verdadeiro cristão anseia por aquele dia abençoado em que verá o Mestre face a face. Ele anseia em finalmente deixar o pecar e se arrepender e crer, e começar a vida eterna, quando verá como tem sido visto, e não pecará mais. Ele tem considerado agradável viver pela fé e sente que será mais agradável ainda viver pelo que ver. Ele considerou agradável ouvir sobre Cristo, falar sobre Cristo e ler sobre Cristo. Quão mais agradável ainda será ver Cristo com seus próprios olhos, e não deixá-lo nunca mais! “Melhor”, ele sente, “contentar-se com o que os olhos vêem do que sonhar com o que se deseja.” (Eclesiastes 6.9). E por que isso tudo? Simplesmente porque ele O ama.
O coração do verdadeiro cristão anseia por aquele dia abençoado em que verá o Mestre face a face

J.C.Ryle
Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

PODER DO ESPÍRITO SANTO PARA EVANGELIZAR

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1.8)

Uma vez perguntado sobre o motivo pelo qual os crentes não estão evangelizando como no livro de Atos, o Pr. Fernando Brandão respondeu muito sábia e biblicamente que não era por medo ou vergonha, nem por falta do que dizer, mas porque esses crentes não possuem uma vida cheia do Espírito Santo.

Se os cristãos buscassem, de fato, a plenitude do Espírito Santo, Este lhes daria toda a ousadia e capacitação necessária para a pregação eficaz do evangelho. Sempre foi assim, desde o tempo dos apóstolos, e pode ser assim de novo hoje. Em tempos de tanta “unção disso e daquilo”, a realidade de que poucos estão preocupados com o revestimento do poder (dynamis) do Espírito Santo para EVANGELIZAR é uma lamentável contradição do evangelicalismo brasileiro. 

Podemos até dizer que se todo esse movimento de crescimento evangélico visto no Brasil tivesse realmente sido gerado em Deus o que veríamos é o Espírito operando em sintonia com a prioridade missionária que Jesus Cristo delegou a sua Igreja, convencendo poderosamente o mundo do pecado e apontando para o Salvador. Aliás, fala-se tão pouco em “pecado”, “arrependimento” e “salvação” que temos razões bíblicas para duvidar se o Espírito está fazendo parte de todo esse alvoroço.

Proclamemos um Evangelho verdadeiro que exalte o Salvador, glorifique o Pai e que prepare o homem para a eternidade.

Chega de desculpas e justificativas. Busquemos a plenitude do Espírito sobre a nossa vida para que sejamos portadores dessa mensagem poderosa de salvação.


ADORAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL





“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12.1)


Devemos adorar a Deus coletivamente, quando nos reunimos para os cultos comunitários. É muito importante para o desenvolvimento de uma vida espiritual saudável essa interação na comunidade de fé (família espiritual). A tendência daquele que se distancia do corpo é o esfriamento na fé, como brasa fora do calor do braseiro tende a retornar ao estágio de carvão.

Por outro lado, torna-se um problema para a qualidade da vida cristã limitar a consciência de adorador apenas aos momentos coletivos, quando estamos no templo ou em qualquer outro ambiente em que a igreja esteja reunida (pequeno grupo, culto no lar, ensaio de coral, visita etc.).

A vida de adoração tem de ser em tempo integral, sem intervalos, 24 horas por dia. Essa convicção deve ser companheira de todo cristão. Mesmo quando nenhum olhar humano estiver nos alcançando, ainda assim temos o compromisso de adoração a Deus.  

Isso quer dizer que tudo o que fizermos deve ser para a glória de Deus. Um simples café da manhã precisa ser degustado nesta consciência. Das pequenas às grandes ações, o nome de Jesus tem de ser glorificado em nós e através de nós, pois somos (devemos ser) adoradores em tempo integral.

O “apresenteis os vossos corpos” referido pelo apóstolo Paulo na sua exortação aos romanos, deve ser entendido por nós, numa interpretação aplicativa, como uma vida ininterrupta de adoração. Apresentar a vida a Deus em culto racional (culto espiritual) é justamente glorificá-lo em tudo o que se faz. Não é uma referência ao culto coletivo – embora o inclua –, mas ao culto que cada cristão apresenta a Deus no aconchego do seu lar, na particularidade das suas escolhas, no silêncio do coração e na alegria da comunhão.

Cultuemos ao Senhor e não sejamos conformados com este mundo. Com a mente transformada, experimentaremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2). Para tanto, que nossa vida seja um verdadeiro culto, condição para que vivamos no centro da vontade divina.

Elildes Junio Macharete Fonseca

Será que devemos EVANGELIZAR?

“Você já leu a passagem de Provérbios 24:11,12? Que palavras perscrutadores essas! Medite nelas com atenção, grave-as bem:

“Livra os que estão destinados à morte, e salva os que cambaleiam para a matança. Se disseres: Não o soubemos, não perceberá aquele que apondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não pagará ele ao homem conforme a sua obra?”.

Que espantosa declaração! Quem pode lê-la sem deixar-se convencer? Se os homens estão ameaçados de morte e não os advertimos, nós seremos os grandes culpados. Talvez aleguemos ignorância. Poderemos asseverar que de nada sabíamos. Porém nada disso nos livrará. Pois podemos e devemos saber de todos os fatos. Podemos procurar os necessitados. Deus jamais poderia aceitar nossas desculpas frouxas. É absolutamente necessário que façamos soar o alarme. Precisamos avisar os homens do perigo que correm.”

Oswald Smith – (Trechos retirados do livro Paixão pelas Almas)

Evangelizar

“Vai, vai e ganha os perdidos,
Evangeliza-os a todo o custo;
Prega e insta em todas as terras,
Esta é a ordem a que damos ouvidos.

Evangeliza cada nação,
Não se pode negar o Evangelho.
A ninguém se negue o convite.
Anuncia a cruz de Cristo,
A morte expiatória do Senhor.

Vai, e dize como ele ressuscitou
E triunfou sobre os seus inimigos.
Como vai voltar de novo
Para reinar em poder e majestade.

Ele voltará para a Esposa tomar,
De toda tribo, língua e nação;
E também a fim de inaugurar
O juízo contra todos os ímpios.

Vai, a mensagem tem de ser proclamada.
Vai buscá-los para o redil do Pastor.
O Mestre te chama. Levanta-te,
É preciso evangelizar.
Evangelizar. Evangelizar!”

O.J.S.

Será que esquecemos do “... Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”[Marcos 16:15] e de “...ensinar o caminho aos pecadores.” [Salmos 25:8 e 9]?




ADORAÇÃO VERDADEIRA


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4.23) 

Certa vez, uma pessoa me procurou com a seguinte questão: “pastor, o que o irmão acha de orar com a mão para cima?”. Respondi: “acho a mesma coisa de orar com a mão para baixo”. Percebi que a resposta não agradou, mas me senti plenamente em paz com a exposição da minha convicção.

Perguntas como essa aparecem, de vez em quando, porque tendemos a nos preocupar com o estereótipo quando se trata da adoração a Deus. Alguns, mal informados na fé (embora bem intencionados, talvez), pensam que se pode medir a intensidade da adoração de alguém pelo seu gestual. Nada mais enganador!

A prática da celebração coletiva, no templo e fora dele, quando estamos reunidos como comunidade de fé, via de regra, segue um estilo próprio, que reflete a identidade do grupo (família espiritual). Somos, enquanto igreja, o que cremos, e isso se torna visível, inevitavelmente, no culto comunitário.

Devemos fugir, portanto, de tudo o que afeta a nossa identidade. Devemos perseguir, com todas as forças, o que contribui para melhorá-la, sem comprometê-la. Sempre podemos fazer melhor para Deus!

Devemos também eliminar de nossa mente e coração qualquer atitude de julgamento do próximo. O estereótipo pode enganar. Ninguém é “mais crente” ou “mais santo” do que o outro por gestuais. Alguém pode expressar a sua adoração de forma mais extravagante (mas, sempre, com ordem e decência, conforme orienta a Palavra de Deus) e ser apenas fachada. Mas o mesmo pode acontecer com alguém totalmente introvertido. Em suma, é um erro julgar/classificar a adoração do outro. Só Deus tem essa prerrogativa, porque só Ele pode nos encontrar como adoradores verdadeiros.

Adore ao Senhor com todas as suas forças. Dê o seu melhor. Aproveite a honra de fazer parte de uma comunidade de fé e de identificar-se com ela (no caso, a Primeira Igreja Batista em Cabo Frio). Uma das grandes bênçãos de Deus para nós é a disciplina de pertencer a uma igreja local. Pense nisso.

Elildes Junio Macharete Fonseca

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