Será que devemos EVANGELIZAR?

“Você já leu a passagem de Provérbios 24:11,12? Que palavras perscrutadores essas! Medite nelas com atenção, grave-as bem:

“Livra os que estão destinados à morte, e salva os que cambaleiam para a matança. Se disseres: Não o soubemos, não perceberá aquele que apondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não pagará ele ao homem conforme a sua obra?”.

Que espantosa declaração! Quem pode lê-la sem deixar-se convencer? Se os homens estão ameaçados de morte e não os advertimos, nós seremos os grandes culpados. Talvez aleguemos ignorância. Poderemos asseverar que de nada sabíamos. Porém nada disso nos livrará. Pois podemos e devemos saber de todos os fatos. Podemos procurar os necessitados. Deus jamais poderia aceitar nossas desculpas frouxas. É absolutamente necessário que façamos soar o alarme. Precisamos avisar os homens do perigo que correm.”

Oswald Smith – (Trechos retirados do livro Paixão pelas Almas)

Evangelizar

“Vai, vai e ganha os perdidos,
Evangeliza-os a todo o custo;
Prega e insta em todas as terras,
Esta é a ordem a que damos ouvidos.

Evangeliza cada nação,
Não se pode negar o Evangelho.
A ninguém se negue o convite.
Anuncia a cruz de Cristo,
A morte expiatória do Senhor.

Vai, e dize como ele ressuscitou
E triunfou sobre os seus inimigos.
Como vai voltar de novo
Para reinar em poder e majestade.

Ele voltará para a Esposa tomar,
De toda tribo, língua e nação;
E também a fim de inaugurar
O juízo contra todos os ímpios.

Vai, a mensagem tem de ser proclamada.
Vai buscá-los para o redil do Pastor.
O Mestre te chama. Levanta-te,
É preciso evangelizar.
Evangelizar. Evangelizar!”

O.J.S.

Será que esquecemos do “... Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”[Marcos 16:15] e de “...ensinar o caminho aos pecadores.” [Salmos 25:8 e 9]?




ADORAÇÃO VERDADEIRA


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4.23) 

Certa vez, uma pessoa me procurou com a seguinte questão: “pastor, o que o irmão acha de orar com a mão para cima?”. Respondi: “acho a mesma coisa de orar com a mão para baixo”. Percebi que a resposta não agradou, mas me senti plenamente em paz com a exposição da minha convicção.

Perguntas como essa aparecem, de vez em quando, porque tendemos a nos preocupar com o estereótipo quando se trata da adoração a Deus. Alguns, mal informados na fé (embora bem intencionados, talvez), pensam que se pode medir a intensidade da adoração de alguém pelo seu gestual. Nada mais enganador!

A prática da celebração coletiva, no templo e fora dele, quando estamos reunidos como comunidade de fé, via de regra, segue um estilo próprio, que reflete a identidade do grupo (família espiritual). Somos, enquanto igreja, o que cremos, e isso se torna visível, inevitavelmente, no culto comunitário.

Devemos fugir, portanto, de tudo o que afeta a nossa identidade. Devemos perseguir, com todas as forças, o que contribui para melhorá-la, sem comprometê-la. Sempre podemos fazer melhor para Deus!

Devemos também eliminar de nossa mente e coração qualquer atitude de julgamento do próximo. O estereótipo pode enganar. Ninguém é “mais crente” ou “mais santo” do que o outro por gestuais. Alguém pode expressar a sua adoração de forma mais extravagante (mas, sempre, com ordem e decência, conforme orienta a Palavra de Deus) e ser apenas fachada. Mas o mesmo pode acontecer com alguém totalmente introvertido. Em suma, é um erro julgar/classificar a adoração do outro. Só Deus tem essa prerrogativa, porque só Ele pode nos encontrar como adoradores verdadeiros.

Adore ao Senhor com todas as suas forças. Dê o seu melhor. Aproveite a honra de fazer parte de uma comunidade de fé e de identificar-se com ela (no caso, a Primeira Igreja Batista em Cabo Frio). Uma das grandes bênçãos de Deus para nós é a disciplina de pertencer a uma igreja local. Pense nisso.

Elildes Junio Macharete Fonseca

NOSSO COMPROMISSO COM JESUS CRISTO


Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho.
1 Coríntios 9:16 

Paulo faz uma abordagem direta e esclarecedora sobre a anunciação do evangelho. Não é cabível ao anunciante colocar-se em evidência. Não Há glória pessoal em anunciar o evangelho, mas tão somente cumprir uma obrigação imposta. Negligenciar essa obrigação seria para Paulo mergulhar no “pior dos mundos”, ou seja, conviver com “o sentimento de culpa pelo dever não cumprido”.

Apliquemos algumas lições aprendidas no texto:


  • Anunciar o evangelho é uma questão única de obediência ao “ide” de Jesus para a salvação de almas. Deus se utiliza do servo como instrumento para anunciar o evangelho, mas a conversão é obra do Espírito Santo que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo de Deus (João 16.8).

  • O anunciante pode se valer de múltiplas ferramentas, a começar pela oração em seu favor e do pecador que se pretende alcançar, mas deve observar que entregar um folheto, presentear com uma bíblia ou com um cd, convidar para participar de um culto comunitário ou de um pequeno grupo são ferramentas importantes que produzem algum resultado, mas não são capazes de substituir a “força inspiradora do testemunho de vida pessoal”.

  • Anunciar o evangelho é uma ”obrigação imposta” por Jesus que diz: “ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc. 16.15). É necessário aprender que anunciar o evangelho é uma obrigação imposta que se cumpre com a capacitação do Espírito Santo (At. 1.8). Também, é preciso aprender que nenhum serviço se faz na igreja tem o poder de desobrigar o servo da anunciação do evangelho. Não dá para justificar diante de Deus a vergonha, timidez, medo, acomodação, etc., se o Senhor garante capacitar o servo e convencer o pecador perdido.. Esse era o entendimento de Paulo: com salário ou sem salário, sozinho ou acompanhado, repudiava conviver com “o sentimento de culpa” advindo do descumprimento da obrigação de pregar.

Que Deus nos contemple como servos compromissados com a anunciação do evangelho de Jesus, conforme o querer de Deus em tempo integral e não com o famoso jargão da “disponibilidade temporária”.

Pr. Roberto da Silva Carvalho

Mais Lidas