ADORAÇÃO VERDADEIRA


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4.23) 

Certa vez, uma pessoa me procurou com a seguinte questão: “pastor, o que o irmão acha de orar com a mão para cima?”. Respondi: “acho a mesma coisa de orar com a mão para baixo”. Percebi que a resposta não agradou, mas me senti plenamente em paz com a exposição da minha convicção.

Perguntas como essa aparecem, de vez em quando, porque tendemos a nos preocupar com o estereótipo quando se trata da adoração a Deus. Alguns, mal informados na fé (embora bem intencionados, talvez), pensam que se pode medir a intensidade da adoração de alguém pelo seu gestual. Nada mais enganador!

A prática da celebração coletiva, no templo e fora dele, quando estamos reunidos como comunidade de fé, via de regra, segue um estilo próprio, que reflete a identidade do grupo (família espiritual). Somos, enquanto igreja, o que cremos, e isso se torna visível, inevitavelmente, no culto comunitário.

Devemos fugir, portanto, de tudo o que afeta a nossa identidade. Devemos perseguir, com todas as forças, o que contribui para melhorá-la, sem comprometê-la. Sempre podemos fazer melhor para Deus!

Devemos também eliminar de nossa mente e coração qualquer atitude de julgamento do próximo. O estereótipo pode enganar. Ninguém é “mais crente” ou “mais santo” do que o outro por gestuais. Alguém pode expressar a sua adoração de forma mais extravagante (mas, sempre, com ordem e decência, conforme orienta a Palavra de Deus) e ser apenas fachada. Mas o mesmo pode acontecer com alguém totalmente introvertido. Em suma, é um erro julgar/classificar a adoração do outro. Só Deus tem essa prerrogativa, porque só Ele pode nos encontrar como adoradores verdadeiros.

Adore ao Senhor com todas as suas forças. Dê o seu melhor. Aproveite a honra de fazer parte de uma comunidade de fé e de identificar-se com ela (no caso, a Primeira Igreja Batista em Cabo Frio). Uma das grandes bênçãos de Deus para nós é a disciplina de pertencer a uma igreja local. Pense nisso.

Elildes Junio Macharete Fonseca

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" Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona

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